Entrevistas30ª Bienal - A Iminência das Poéticas 22/12/2011 13:00 |
Conheça o conceito da mostra e veja a lista de artistas 30ª Bienal de São Paulo - A Iminência das Poéticas
De 7 de setembro a 9 de dezembro de 2012 Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Curador: Luis Pérez-Oramas
Curadores associados: André Severo e Tobi Maier
Curadora assistente: Isabela Villanueva
Sob o título A iminência das poéticas, a 30ª Bienal de São Paulo tem como centro curatorial os temas da multiplicidade, transicionalidade, recorrência e permanente mutabilidade das poéticas artísticas. Por poéticas entende-se o repertório instrumental que permite que um indivíduo, uma coletividade, um campo disciplinar ou uma tradição estabeleça, de forma intuitiva, intencional ou inconsciente, as estratégias ou plataformas discursivas que tornam possíveis atos expressivos de caráter artístico.
A iminência representa, como traduz o curador Luis Pérez-Oramas, “o que está a ponto de acontecer, a palavra na ponta da língua, o silêncio imprevisto que antecede a decisão de falar ou de não falar, a arte como estratégia discursiva e a poética em sua pluralidade e multiplicidade”.
Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, o instrumento de trabalho fundamental na 30ª Bienal será a ideia de Constelação – e seu leitmotiv a noção de articulação. Mais do que uma Bienal de obras individuais e de artistas singulares, a 30ª Bienal pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si: uma base para que essas relações sejam dispositivos eficazes de renovação e de produção de sentido e significação.
Componentes expositivos Tomando como base conceitual o entendimento de que as poéticas sobrepõem-se, desagregam-se, assimilam-se, parasitam-se e condensam-se, a 30ª Bienal - A iminência das poéticas define-se por quatro zonas curatoriais distintas: Sobrevivências, Alterformas, Derivas, Vozes e, uma zona transversal, Reverso. As zonas atuam como forma de articular, de maneira constelar e polifônica, os artistas e temas que irão compor o quadro geral da mostra.
Sobrevivências A noção de sobrevivência permite realizar analogias entre a seleção de artistas contemporâneos e obras referenciais, fazendo com que dialoguem em um campo histórico comum. Para a 30ª Bienal, a sobrevivência atua fundamentalmente através da inscrição de formas e práticas constituídas em âmbitos de vida e de temporalidades distantes no tempo e/ou no espaço, tornando possível a transição entre elas e a experiência humana do presente.
Alterformas Uma segunda zona curatorial complementa as questões conceituais propostas em Sobrevivências e norteia a seleção de artistas e práticas mais contemporâneas. Esta zona será trabalhada a partir da pista oferecida pela manifestação de alterformas ou deformações – isto é, a interpretação de obras como lugares da “transformação seletiva”, que, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, os artistas realizam dentro do campo instituído em suas próprias práticas.
Um segmento a ser desenhado dentro de Alterformas consistirá em traçar o estado atual das releituras deformantes da modernidade na América Latina. Outro segmento deverá ser instituído a partir de uma interrogação sobre “o estado dos meios artísticos”: os sobejos da pintura, gravura, poesia, teoria, cinema, literatura, teatro e fotografia em um tempo caracterizado pelo monopólio da imagem como meio e arte-meio.
Derivas A ideia de deriva configura-se como uma noção-chave dentro do quadro conceitual da 30ª Bienal de São Paulo. Conjugado com Sobrevivências e Alterformas, a curadoria parte de certas derivações da modernidade encarnadas, sobretudo, nos artistas referenciais presentes na mostra e propõe um conjunto de formas alteradas, restos, deformações, nas quais a residualidade dos meios, sua hibridez e sua marginalidade possam ser entendidos como desvio, como deriva das formas, das linguagens e das imagens, tanto no campo da arte como na constelação de novos espaços que as tecnologias da informação e a digitalização tornam possíveis.
Vozes Considerada uma zona entre zonas dentro do quadro conceitual da 30ª Bienal, Vozes manifesta-se explicitamente através de obras em que a voz prevalece em suas vinculações com a dimensão performativa da arte e com o material fônico – som, rádio, música etc. Pretende levantar interrogações acerca das maneiras pelas quais se dão as relações entre poéticas visuais e poéticas discursivas ou verbais atualmente.
Pensando a voz como matéria plástica e artística em todas suas vertentes e possibilidades, Vozes atravessa Sobrevivências, Alterformas e Derivas e deverá configurar-se como a principal extensão da mostra na cidade de São Paulo.
Esta zona curatorial estabelece uma ponte entre a noção de voz e as mais variadas dimensões performativas da arte contemporânea e permite pensar e organizar um momento participativo dos espectadores (ou interlocutores) por meio da ativação de dispositivos de diálogo presentes na mostra ou nas plataformas virtuais da Bienal.
Reverso Tratada conceitualmente como uma zona transversal aos componentes expositivos da mostra, Reverso é uma espécie de plataforma nômade que abraça, desde sua elaboração, todos os elementos curatoriais do projeto da 30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas e os estende para a cidade. São intervenções urbanas, mostras em parceria com outras instituições da cidade de São Paulo, exibições de filmes, apresentações teatrais e musicais encomendadas a artistas locais e/ou internacionais. Instaurando-se como uma forma de estender e potencializar o evento realizado no pavilhão localizado no Parque Ibirapuera, Reverso pretende constituir-se como uma possibilidade de desenvolver um diálogo aberto entre a 30ª Bienal, o público, as instituições e os demais agentes culturais e sociais atuantes na cidade. Farão parte desta rede a Casa Modernista, a Capela do Morumbi, a Casa do Bandeirante e outras instituições.
Encontros Pensado como um ciclo de
seminários capaz de possibilitar ao grande público o contato com
renomados artistas e intelectuais da atualidade, A iminência das
poéticas propõe realizar um debate sobre o presente da atividade
artística por meio de uma série de encontros em que a própria Bienal e
os aspectos gerais de seus conteúdos se ofereçam como centro de
discussão. O ciclo se dará sob a forma uma série simpósios realizados ao
longo de 2012 na cidade de São Paulo; e um encontro de caráter
poético/teórico, a ser organizado em duas ocasiões diferentes (fora e
dentro do Brasil), como um diálogo transterritorial e transpoético entre
duas cidades, Ciudad Abierta, Valparaíso, no Chile, e a cidade de São
Paulo, no Brasil.
Educativo Bienal na 30ª Com curadoria educacional de Stela Barbieri, as ações do Educativo Bienal para a 30ª edição estão sendo elaboradas desde 2011 em parceria com a curadoria geral da exposição. Em janeiro deste ano, iniciaram-se os Encontros de Formação em Arte Contemporânea para professores, educadores sociais, jornalistas e público em geral, dando início à interlocução com os conceitos, artistas e obras da exposição A iminência das poéticas.
Um novo material educativo está sendo produzido, com tiragem prevista de 15 mil exemplares e distribuição gratuita. A publicação é elaborada pela equipe do Educativo em colaboração com a curadoria da mostra e a equipe de Comunicação da Bienal. Esse é o terceiro material produzido por esta curadoria educacional. O curso a distância para professores de arte do Estado de São Paulo, Tão Perto Tão Longe, também está em sua terceira edição e estará no ar a partir de setembro.
Outra ação de destaque é o curso para educadores da Bienal, estagiários que atenderão o público durante a mostra. Com início em maio de 2012, o curso dará continuidade à formação de 150 estudantes universitários, muitos dos quais já vêm trabalhando com este Educativo desde 2010. Alguns educadores, agora formados, se tornarão supervisores ou educadores profissionais. O Educativo Bienal tem por princípio a formação continuada em todos os níveis de sua equipe.
Dando continuidade a suas ações, após a abertura da exposição, o Educativo é responsável pelas visitas orientadas para grupos agendados e público espontâneo, ateliês, programação paralela, que inclui palestras e seminários, performances, exibição de filmes e eventos especiais para famílias.
O Educativo tem a preocupação de promover encontros com os mais variados públicos, atendendo a especificidade de cada um. Um programa para grupos de terceira idade, o +60, e ações para pessoas com deficiência, como as visitas em LIBRAS. Lista de artistas participantes
- Absalon, Israel
- Alair Gomes, Brasil
- Alberto Bitar, Brasil
- Alejandro Cesarco, Uruguai
- Alexandre da Cunha, Brasil
- Alexandre Moreira, Brasil
- Alfredo Cortina, Venezuela
- Ali Kazma, Turquia
- Allan Kaprow, EUA
- Ambroise Ngaimoko (Studio 3Z), Angola
- Andreas Eriksson, Suécia
- Anna Oppermann, Alemanha
- Arthur Bispo do Rosário, Brasil
- Athanasios Argianas, Grécia/Inglaterra
- August Sander, Alemanha
- Bas Jan Ader, Holanda
- Benet Rossell, Espanha
- Bernard Frize, França
- Bernardo Ortiz, Colômbia
- Bruno Munari, Itália
- Cadu, Brasil
- Charlotte Posenenske, Alemanha
- Christian Vinck, Venezuela
- Ciudad Abierta, Chile
- Daniel Steegmann, Espanha
- Dave Hullfish Bailey, EUA
- David Moreno, EUA
- Diego Maquieira, Chile
- Edi Hirose, Peru
- Eduardo Berliner, Brasil
- Eduardo Gil, Venezuela
- Eduardo Stupía, Argentina
- Elaine Reichek, EUA
- Erica Baum, EUA
- Fernand Deligny, França
- Fernanda Gomes, Brasil
- f.marquespenteado, Brasil/Portugal
- Fernando Ortega, México
- Franz Erhard Walther, Alemanha
- Franz Mon, Alemanha
- Frédéric Bruly Bouabré, Costa do Marfim
- Gego, Venezuela
- Guy Maddin, Canadá
- Hans Eijkelboom, Holanda
- Hans-Peter Feldmann, Alemanha
- Hayley Tompkins, Inglaterra/Escócia
- Helen Mirra, EUA
- Hélio Fervenza, Brasil
- Horst Ademeit, Alemanha
- Hreinn Fridfinnsson, Islândia/Holanda
- Hugo Canoilas, Portugal
- Ian Hamilton Finlay, Escócia
- Icaro Zorbar, Colômbia
- Ilene Segalove, EUA
- Iñaki Bonillas, México
- Ivan Argote & Pauline Bastard, Colômbia
- Jerry Martin, Peru
- Jiří Kovanda, República Tcheca
- John Zurier, EUA
- José Arnaud-Bello, México
- Juan Iribarren, Venezuela
- Juan Luis Martínez, Chile
- Juan Nascimiento & Daniela Lovera, Venezuela
- Jutta Koether, Alemanha
- Katja Strunz, Alemanha
- Kirsten Pieroth, Alemanha
- Kriwet, Alemanha
- Leandro Tartaglia, Argentina
- Lucia Laguna, Brasil
- Marcelo Coutinho, Brasil
- Marco Fusinato, Austrália
- Maryanne Amacher, EUA
- Mark Morrisroe, EUA
- Martín Legón, Argentina
- Meris Angioletti, Itália
- Michel Aubry, França
- Mobile Radio, Inglaterra/Alemanha
- Moris, México
- Moyra Davey, Canadá
- Nicolás Paris, Colômbia
- Nino Cais, Brasil
- Nydia Negromonte, Brasil
- Odires Mlaszho, Brasil
- Olivier Nottellet, França
- Pablo Accinelli, Argentina
- Pablo Pijnappel, Brasil/Holanda
- Patrick Jolley, Irlanda
- Paulo Vivacqua, Brasil
- Productos Peruanos Para Pensar (PPPP), Peru
- Ricardo Basbaum, Brasil
- Robert Filliou, França
- Robert Smithson, EUA
- Roberto Obregón, Venezuela
- Rodrigo Braga, Brasil
- Runo Lagomarsino , Suécia
- Sandra Vásquez de la Horra, Chile
- Saul Fletcher, Inglaterra
- Savvas Christodoulides, Chipre
- Sergei Tcherepnin with Ei Arakawa, EUA
- Sheila Hicks, EUA/França
- Sigurdur Gudmundsson , Islândia
- Simone Forti, EUA
- Sofia Borges, Brasil
- Tehching Hsieh, Taiwan
- Thiago Rocha Pitta, Brasil
- Thomas Sipp, França
- Tiago Carneiro da Cunha, Brasil
- Viola Yesiltaç, Alemanha
- Waldemar Cordeiro, Brasil
- Xu Bing, China
- Yuki Kimura, Japão
Para mais informações:
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