O Arquivo e as Bienais

Além de todo suporte prestado às equipes de curadoria e produção das Bienais e a vários artistas em pesquisas durante a criação de suas obras, a partir de 2006, o Arquivo Histórico Wanda Svevo – ou Arquivo Bienal – vem intensificando sua participação nos eventos por meio de ações e parcerias voltadas especificamente para o público das Bienais, com o objetivo de ampliar o acesso ao seu acervo.


29ª Bienal de São Paulo (2010)

Biblioteca Projeto Capacete
A coleção de catálogos constituída a partir da instalação Biblioteca Bienais do Mundo, que fez parte da 28ª Bienal, foi emprestada para a Associação Capacete Entretenimentos, que desenvolveu projeto de palestras e residências conjuntamente com a 29ª Bienal. Os livros integraram a Biblioteca do Projeto Capacete que funcionou dentro do Teatro Arena, onde aconteceram palestras, residências e eventos do projeto durante o período de primeiro de maio a final de outubro 2010.
Para conhecer melhor o Projeto Capacete, clique aqui.

Sala de Leitura
Em parceria com o Projeto Educativo da 29ª Bienal, o Arquivo ofereceu mais uma opção para quem quis aprofundar seus estudos sobre arte contemporânea, a própria história da Bienal ou os artistas participantes desta edição. A Sala de Leitura, localizada no Arquivo, reuniu livros e catálogos que podiam ser consultados por qualquer visitante da exposição.
A Sala de Leitura disponibilizou mais de seiscentos livros e catálogos de artistas como Cildo Meireles, Gil Vicente, Hélio Oiticica, Nuno Ramos, Flávio de Carvalho, Daniel Senise, Anri Sala e Francys Alÿs entre outros. Livros com temáticas sobre arte-educação, história da arte, educação e cidadania, semiótica, poesia e filosofia, além dos catálogos de todas edições anteriores da Bienal e de outras bienais nacionais e internacionais. Uma parte do acervo que compôs a Sala de Leitura foi doada pelas editoras Cosac Naify, Martins Fontes, por professores, voluntários, organizações como o Instituto Tomie Ohtake e o Museu de Arte Moderna (MAM-SP); o restante veio do próprio acervo do Arquivo Bienal.

Além da recepção e orientação aos visitantes espontâneos, diversas ações de divulgação do Arquivo foram realizadas assim como promovidas visitas de grupos orientadas pelos educadores. Por essa iniciativa 210 pessoas conheceram o AHWS.
No período de 25 de setembro a 12 de dezembro a Sala de Leitura recebeu um total de 2.666 visitantes.

Outra atividade exercida pelo Arquivo em parceria com o Projeto Educativo foi o Carrinho de Leitura, que circulou pelo pavilhão e atraiu 467 leitores durante a exposição.

Incorporação de acervo
A 29ª Bienal deixa como saldo para o Arquivo a incorporação de dois conjuntos documentais:
- Terreiro Longe Daqui, Aqui Mesmo
O terreiro Longe Daqui, Aqui Mesmo foi especialmente criado por Marilá Dardot e Fabio Morais para a 29ª Bienal. Os dois artistas foram convidados a imaginar uma biblioteca para a exposição, e o resultado é uma casa‐labirinto em construção.

Os artistas propuseram três coleções para a biblioteca: uma baseada na resposta dos artistas que participam da 29ª Bienal a pergunta "Com que livro você construiria sua casa?"; outra por meio de um convite aberto para o envio de livros de artistas; e, finalmente, outra pela seleção de literatura contemporânea feita pela própria dupla. Após o final da exposição, o acervo foi doado ao Archivo da Fundação Bienal de São Paulo e ficará permanentemente disponível para consulta pública.

Projeto Universidade de São Paulo-USP: História dos Projetos Educativos das Bienais de São Paulo
Por iniciativa do Projeto Educativo da 29ª Bienal, foi realizada uma parceria com o curso de doutorado da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) para doação ao Arquivo do material resultante da pesquisa realizada pelos alunos sobre a história dos projetos educativos das Bienais. A pesquisa, coordenada pela professora doutora Maria Christina Rizzi (coordenadora da Licenciatura em Artes Plásticas e Docente do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais), adotou o método de história oral para recuperação da história de alguns projetos e os alunos produziram artigos sobre outros após pesquisa no Arquivo e outras fontes de informação.
Para acessar a pesquisa ECA-USP, clique aqui.


28ª Bienal de São Paulo (2008)

Com o intuito de apresentar ao público da 28ª Bienal a importância e a abrangência dos eventos bienais realizados no mundo todo e de agregar especificidade à biblioteca do Arquivo Bienal, a curadoria se empenhou numa campanha para coleta de catálogos desses eventos. Como resultado, foram incorporados 650 catálogos de mostras e bienais internacionais à Biblioteca do Arquivo.
À esta coleção de catálogos, foram acrescidos os já disponíveis no Arquivo, os registros audiovisuais dos acontecimentos e palestras realizadas durante a 28ª Bienal e dossiês com notícias de outras Bienais de São Paulo escolhidas pela curadoria do evento. Este conjunto foi disponibilizado em uma biblioteca no espaço de exposição, administrada pelo Arquivo, e contou com um público total durante a mostra de 13.389 visitantes, entre os dias 25 de outubro e 6 de dezembro de 2008.


27ª Bienal de São Paulo (2006)

A partir de uma ideia do Setor Educativo, a 27a Bienal foi pioneira na aproximação do Archivo com o público e a exposição. Durante o evento, foi aberto um espaço de pesquisa sobre as Bienais, denominado Sala dos Professores, que contava com uma documentação específica para os professores e educadores participantes do Projeto Educativo. Essa ação resultou em uma visitação de aproximadamente quatrocentos educadores e professores.

Além disso, o próprio Arquivo e seu modus operandi foram objeto de investigação pela artista Mabe Bethônico, participante da 27ª Bienal, dentro de seu trabalho intitulado museumuseum, que incluiu a realização de visitas guiadas ao Arquivo.

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