Gardar Eide Einarsson é norueguês, mas, aos olhos desavisados, seu trabalho pode ser confundido com peças de jovens artistas de Nova York, por suas referências ao grafite, às gangues, skatistas e policiais. Porém, se observado com mais atenção, o trabalho de Einarsson se mostra como uma das mais afiadas críticas desse movimento jovem norte-americano, revelando os dolorosos limites dos atos transgressores. Suas obras conversam com figuras estereotipadas, como presos tatuados e policiais brancos, e abordam a tensão latente desse cenário aparentemente libertário.