O projeto curatorial da 29ª Bienal de São Paulo tem em seu cerne deslocar a arte do âmbito exclusivo da contemplação e promover diálogos, interrogações e discussões sobre as relações entre arte e política, a um vasto público. O site da 29ª Bienal foi criado para ser um forte aparato de comunicação dos exercícios de sensações que a arte é capaz de promover.
“O site veiculará e espraiará por todo o Brasil, e pelo mundo, a potência de discursividade das obras apresentadas no Pavilhão da Bienal”, afirma Agnaldo Farias, curador-chefe da 29ª Bienal de São Paulo. Desta maneira, a arquitetura informacional do site foi desenvolvida para equacionar um espaço de mediação, encontro e troca, para documentar e registrar e ainda impulsionar debates, dividindo-se em links e sublinks relacionados.
O site integra também o projeto educativo da Bienal, sendo uma janela de interação com o público que talvez não possa visitar a exposição e como fonte de informações para o usuário que deseja rever ou ainda aprofundar-se sobre temas, obras e artistas, ou ainda informar-se sobre a programação de eventos da Bienal. Para isso, sua estrutura foi inteiramente definida priorizando as possibilidades de articulação de informações e de desdobramentos das experiências vividas no pavilhão durante a mostra.
Para exibir o contexto da mostra, o site apresenta como home o canal 29, organizado visual e conceitualmente como um mini-portal, com conteúdo dinâmico e atualizações diárias sobre os acontecimentos da exposição. O canal 29 conta com as seguintes seções: entrevista, perfil, pílula de informação, cotidiano, making of, e ainda, galerias de imagens e vídeos.
As seções do canal 29 exibem conteúdos e notícias relacionados ao cotidiano da exposição. Em um primeiro momento, as seções apresentarão notas sobre as visitas dos artistas, sobre os procedimentos curatoriais, sobre as estratégias de produção, entrevistas aos artistas participantes sobre os processos de criação das obras, as ações do Educativo, as formações de professores, educadores e monitores, as construções dos terreiros, com o intuito de inserir o usuário na complexidade da montagem do espaço expositivo da 29ª Bienal. “Nós queremos que o visitante saiba que a Bienal começa antes mesmo da exposição. Isso reforça o nosso desejo de aproximação com o público”, explica Moacir dos Anjos, curador-chefe da 29ª Bienal de São Paulo.
Após a abertura da exposição, o canal 29 segue suas atividades com relatos e textos críticos, acerca do dia a dia da Bienal. As seções trarão uma cobertura dos acontecimentos, dos eventos nos terreiros, da interação do público com as obras, das visitas guiadas. Também serão realizadas entrevistas, conversas, matérias, ensaios críticos e resenhas sobre os trabalhos apresentados e sobre os debates e performances que irão acontecer. “A participação é outra bandeira da 29ª Bienal de São Paulo. Não é possível falar de política e de arte, sem dialogar com o público. Estamos colocando, desta maneira, a arte no centro do processo de debate. E o site vai colaborar com este papel de imprescindibilidade da arte”, explica Farias.