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Artur Barrio ocupará o pavilhão brasileiro na 54ª Bienal de Veneza
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7
abr
2011
tags 54. Esposizione Internazionale d’Arte – la Biennale di Venezia; Bienal de Veneza; Artur Barrio
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A Fundação Bienal de São Paulo, responsável pela organização da representação brasileira na 54. Esposizione Internazionale d’Arte – la Biennale di Venezia, convidou os curadores da 29a Bienal de São Paulo (2010) para selecionar artistas e obras que ocuparão o pavilhão do Brasil. Os curadores decidiram apresentar apenas um artista: Artur Barrio.
Artur Barrio nasceu em Portugal em 1945 e mudou-se para o Brasil ainda criança. Em fins da década de 1960, começou a tecer uma das obras mais originais no campo experimental da arte contemporânea brasileira, que desafia os limites arbitrários a que a arte é comumente confinada e que escapa das catalogações fáceis. O núcleo conceitual de sua trajetória são as Situações que cria em ambientes diversos, nas quais corpos e coisas postos em movimento modificam, de modo efêmero, um lugar e um instante. Em uma das Situações mais conhecidas, realizada durante a ditadura militar brasileira, Barrio depositou trouxas ensanguentadas próximas a um córrego na cidade de Belo Horizonte, confundindo por algum tempo passantes e polícia e evocando o estado de exceção então vivido no país.
As Situações têm origem nas anotações, desenhos e colagens com que Barrio preenche o que chama de CadernosLivros. E são mais conhecidas do público por meio dos Registros-fotos, Registros-filmes ou Registros-livros que o artista faz de cada Situação. Nem os CadernosLivros nem os Registros se confundem, contudo, com as Situações. Essas estão sempre aquém ou além de qualquer forma de registro, não se deixando aprisionar como imagem, texto ou objeto. É nesse campo do inapreensível que o artista constrói sua singular trajetória.
O pavilhão brasileiro será ocupado de duas maneiras distintas e articuladas. Na primeira sala haverá a apresentação de diversos Registros de trabalhos anteriores em fotografias, vídeos e textos, de modo que mesmo o visitante que não possua conhecimento prévio de seu trabalho possa acercar-se de seus procedimentos e estratégias. Na segunda sala estará uma nova instalação criada pelo artista especialmente por ocasião de sua participação na mostra. Articuladas, as duas salas oferecerão mais outra prova, contida na presença rigorosa e radical da obra de Artur Barrio, da diversidade que ampara e projeta a produção artística feita no país.
Comissário: Heitor Martins, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Curadores: Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos
Artista: Artur Barrio
Local: Pavilhão do Brasil
Endereço: Giardini Castello - Padiglione Brasile - 30122 Veneza, Itália
Datas: de 4 de junho a 27 de novembro, 2011 (público)
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