
Embora seja reconhecida pela realização das Bienais de São Paulo, a Fundação Bienal t
ambém se dedica a outras iniciativas voltadas ao fomento e à difusão da arte contemporânea, assim como para a preservação de sua memória.
A área de Projetos Especiais da Fundação Bienal é direcionada para essas atividades que complementam sua missão primordial. A atividade mais tradicional são as representações brasileiras nas exposições de arte e arquitetura na Biennale di Venezia, que tive início com a iniciativa de Ciccillo Matarazzo em 1950.
A Bienal também é responsável oficialmente, por meio de convê
nio firmado com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), pelas representações brasileiras em exposições internacionais tais como as bienais de Cuenca (2004), Valência (2007) e Nova Déli (2005).
Entre 2006 e 2010, a Bienal foi responsável pela gestão de um projeto inédito de promoção da arte contemporânea brasileira no exterior em parceria com a ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, e o Ministério da Cultura. Este projeto contribuiu para a inserção da arte contemporânea brasileira no mercado internacional por meio do apoio à participação de galerias em feiras internacionais e o convite a jornalistas, curadores e críticos estrangeiros ao Brasil para aprimorarem seu conhecimento sobre a cena artística brasileira, e disseminá-lo em seus países de origem e nas instituições das quais fazem parte. Depois de aperfeiçoado, o projeto foi assumido em 2011 pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABAC).
Em 2009, firmou convênio de cooperação técnica com o Ministério da Cultura, como parceira do Programa Brasil Arte Contemporânea (BAC) e lançou editais de premiação a artistas, pesquisadores e editores. O objetivo do projeto é estimular a produção e a difusão de conhecimento junto à comunidade e ao público em geral e promover a arte contemporânea brasileira no circuito internacional. Mais recentes, surgiram os projetos São Paulo Polo Arte Contemporânea e a Bienal Digital. O primeiro nasceu juntamente com a 29ª Bienal de São Paulo e da união de 29 Instituições culturais em torno do maior evento de arte contemporânea de nosso país. O segundo, em 2009, com o intuito de pensar e desenvolver experiências em ambiente digital e virtual.
Outros projetos já realizados foram a itinerância de obras selecionadas das Bienais de São Paulo (nacionais e internacionais) para outras cidades brasileiras e ao Museo de Arte Contemporaneo de Santiago do Chile (MAC).
Para 2011, ano em que a Fundação Bienal completa 60 anos, temos em andamento as itinerâncias da 29ª Bienal e a exposição
Em Nome dos Artistas, que trará pela primeira vez ao Brasil centenas de obras da importante coleção norueguesa do museu Astrup Fearnley.
Essas iniciativas são possíveis por meio de convênios de parceria firmados com órgãos públicos e privados que ampliam a atuação e importância da Bienal para formação cultural de nosso país e para visibilidade de nossa produção no exterior.