No ano em que a Bienal de São Paulo comemora seus 60 anos de existência, o público brasileiro terá novamente contato com obras e artistas de grande destaque na arte contemporânea internacional.
Com abertura prevista para setembro de 2011, a exposição Em Nome dos Artistas – Arte Contemporânea Norte-Americana na Coleção Astrup Fearnley irá ocupar o Pavilhão da Bienal com um conjunto expressivo de obras do acervo do Museu de Arte Moderna Astrup Fearnley, de Oslo, na Noruega.
Promovida pela Bienal, a mostra dará ao espectador brasileiro a chance de conhecer em profundidade o melhor da produção artística norte-americana dos últimos 30 anos. Nomes como Jeff Koons, Matthew Barney, Richard Prince e Cindy Sherman, por exemplo, estarão representados individualmente em grandes séries de obras inéditas no país.
Em diálogo com essa geração de artistas, Em Nome dos Artistas irá apresentar ainda um conjunto de trabalhos do britânico Damien Hirst - outro grande referencial da arte contemporânea do nosso tempo.
São aproximadamente 230 trabalhos em diferentes suportes e linguagens, entre fotografias, pinturas, esculturas e instalações.
A exposição Em Nome dos Artistas representa um momento importante na história da Bienal. Após a retomada de seu prestígio internacional - com realização, em 2010, da 29ª Bienal de São Paulo -, a Bienal irá promover grandes mostras nos anos em que não se realiza o seu grande evento.
Para o curador e diretor do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Gunnar Kvaran, a presença da coleção em São Paulo também tem um caráter histórico. "O Pavilhão da Bienal nos dará a oportunidade de vermos pela primeira vez como toda essa produção artística contemporânea é repleta de conversas e diálogos”.
Educativo
Em Nome dos Artistas terá um extenso programa educativo especialmente concebido para o conteúdo da exposição. Além de oferecer visitas orientadas durante a mostra, o programa irá promover palestras, formação de professores, ações em comunidades, fórum de discussão e curso de ensino a distância.
Para isso, foi elaborado um material educativo sobre a exposição destinado aos professores de escolas públicas e privadas, educadores sociais e líderes comunitários. O objetivo é que ele seja utilizado em grupos de adultos, jovens e crianças através da criação de mapas conceituais.
São cinco eixos irradiadores:
1) O que faz a arte ser arte?
2) Como está o corpo?
3) Há certezas que podem ser derrubadas?
4) Como o espaço cria caminhos?
5) Como você vê o que você vê?
O material é composto por quarenta fichas que apresentam textos sobre a biografia e as poéticas de vinte artistas. Há também conectores, palavras-chave e glossário que possibilitam a reflexão sobre a arte contemporânea.
O Astrup Fearnley Museum é uma instituição localizada em Oslo, Noruega. Desde que abriu suas portas ao público, em 1993, ele vem se consolidando como uma das mais importantes instituições dedicadas à arte contemporânea na cena internacional, com uma destacada agenda de exposições e publicações.
O acervo do museu é baseado numa coleção com foco na arte produzida desde o final dos anos 60 até o presente, com forte presença de artistas britânicos e norte-americanos.