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Pavilhão aberto 2022 – Encontro 4

O quarto e último encontro do projeto Pavilhão aberto 2022 discute a importância da preservação e da atualização de patrimônios públicos arquitetônicos e como as negociações para sua efetivação perpassam artistas, funcionários, instituições e seus públicos, por meio de visitas mediadas, oficinas e conversa aberta ao redor do tema O lugar do restauro, o território da arte

O encontro parte da reforma em curso das escadas rolantes do Pavilhão – as primeiras da cidade de São Paulo. Em 1954, a cidade vivia a efervescência das comemorações de seu quarto centenário. O maquinário, que hoje faz parte do cotidiano urbano, causou alvoroço na época de sua instalação. Considerado um marco moderno na cidade, foi inaugurado no dia 9 de julho daquele ano, em uma solenidade em memória à Revolução Constitucionalista de 1932 com a presença das figuras mais ilustres do país. Após quase sessenta anos de uso, as escadas estão sendo substituídas por novas que atendem aos requisitos contemporâneos – um projeto complexo que vem sendo planejado há dois anos pela equipe da instituição junto a especialistas e órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio.

Clique aqui para saber mais sobre o Pavilhão aberto 2022! Confira abaixo a programação do próximo encontro:

Encontro 4: Pavilhão aberto: O lugar do restauro, o território da arte

5 de novembro, sábado

11h: Visita mediada ao Pavilhão com a equipe da Bienal
Intervenção e preservação: o pavilhão como suporte de obras site-specific nas Bienais de São Paulo

Na visita mediada, realizada pela equipe de Educação da Bienal, será explorada a tendência da arte contemporânea de obras feitas para espaços específicos e sua relação com o Pavilhão da Bienal, além de resgatar histórias de funcionários da Bienal sobre os bastidores e personagens que habitaram o edifício, revelando algumas das especificidades das relações materiais e imateriais que acontecem aqui.

13h30 – 15h30: Ação para crianças com Caravana Lúdica de Jogos do Mundo
Caravana Lúdica apresenta ao público jogos de diferentes épocas e partes do mundo feitos em madeira reciclável, tecido, tinta e pirógrafo. Crianças, adultos e idosos podem se divertir com jogos africanos, europeus, asiáticos e ameríndios, que colaboram para o desenvolvimento cognitivo e social humano, criando um espaço para a troca de experiências entre diferentes gerações e grupos sociais. Os jogos são indicados a todas as idades acima de sete anos e duram um tempo médio de dez minutos por partida.

14h: Visita mediada ao Pavilhão com a equipe da Bienal

16h30: Conversa com Benjamin Seroussi, Graziela Kunsch e Luiz Fernando de Almeida
A complexidade do processo para a substituição das escadas rolantes do Pavilhão Ciccillo Matarazzo instigou a Fundação Bienal a promover uma discussão sobre como decisões acerca do restauro de locais históricos são impactadas pelas vivências nesses territórios. O debate contará com a participação do curador, editor e gestor cultural Benjamin Seroussi, da artista e educadora Graziela Kunsch e do ex-presidente do IPHAN e fundador do Instituto Pedra Luiz Fernando de Almeida, agentes envolvidos no recente restauro crítico da Vila Itororó, em São Paulo, e em ações desenvolvidas nesse espaço. Outro disparador da conversa é uma cadeira da Vila Itororó deixada sob a guarda da Fundação Bienal pela artista Eleonora Fabião após a realização de seu trabalho nós aqui, entre o céu e a terra (2021), na 34ª Bienal – Faz escuro mas eu canto, objeto que representa as relações materiais e imateriais que perpassam as instituições culturais, os patrimônios históricos e seus públicos.

10h – 18h: Circulação livre pelo Pavilhão
Última entrada às 17h30.

A programação é gratuita e não é necessário realizar inscrição.

Ao lado: Conversa no terceiro encontro do Pavilhão aberto 2022 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo