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utopias da vida comum – 17ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia o projeto que ocupará o Pavilhão do Brasil na 17. Mostra Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia [Bienal de Veneza]. Intitulada utopias da vida comum, a representação nacional no Pavilhão do Brasil dialoga com o tema geral do evento, How will we live together? [Como viveremos juntos?]. Com a curadoria do arquiteto e pesquisador Hashim Sarkis, esta edição da Mostra Internacional de Arquitetura, propõe refletir e  imaginar outros espaços onde as pessoas possam, de fato, viver juntas no atual contexto de polarização política, de crescimento da desigualdade econômica em escala global e, agora, dos desafios impostos por uma pandemia.

Com abertura para o público em 22 de maio de 2021, a exposição utopias of common life tem curadoria do estúdio colaborativo Arquitetos Associados (composto pelos arquitetos e urbanistas Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff) e do designer visual Henrique Penha. 

utopias da vida comum

Conjunto Pedregulho, 2010. Foto: Leonardo Finotti. Cortesia do artista

O projeto curatorial do Pavilhão do Brasil, com curadoria de do estúdio colaborativo Arquitetos Associados e do designer visual Henrique Penha, parte do mapeamento das utopias presentes em solo brasileiro. "Repensar formas de convivência entre os humanos e o planeta em termos ecologicamente viáveis e socialmente inclusivos parece ser uma urgência que se amplifica a partir da experiência coletiva imposta pela pandemia, o que reforça a relevância dos temas que a exposição procura discutir", afirmam os curadores. 

utopias da vida comum conta com dois núcleos, expostos nas duas salas que constituem o Pavilhão do Brasil. Confira abaixo! 

Futuro do passado

Essa sala é dedicada a dois projetos icônicos da arquitetura moderna e às utopias que os orientaram, realizados entre o fim do Estado Novo e os anos JK (1946 e 1961). 

Luiza Baldan 

Luiza Baldan, série Natal no Minhocão, 2009. Cortesia da artista

A artista visual Luiza Baldan fotografou o edifício da Zona Norte do Rio de Janeiro, conhecido como "Pedregulho". O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes projetado por Affonso Eduardo Reidy, sob a supervisão da engenheira e urbanista Carmen Portinho, é um dos maiores empreendimentos de habitação social dos anos 1940. 

Gustavo Minas 

Gustavo Minas, série Rodoviária, 2015. Cortesia do artista

O núcleo conta também com o ensaio do fotógrafo Gustavo Minas sobre o cotidiano da Plataforma Rodoviária de Brasília (1957), de Lucio Costa, obra singular construída no encontro dos dois eixos em forma de cruz que constituem o Plano Piloto da capital federal. 

Completam o conjunto registros arquitetônicos dessas mesmas construções realizados por Leonardo Finotti e Joana França



Futuro do presente

Frame do vídeo Casa de Carolina de Jesus II, 2020. Créditos: Aiano Bemfica, Cris Araújo, Edinho Vieira

Na grande sala do Pavilhão do Brasil serão apresentados dois vídeos inéditos e comissionados. O primeiro deles, dos diretores Aiano Bemfica, Cris Araújo e Edinho Vieira, apresenta as possibilidades de reapropriação de edifícios nos centros de grandes metrópoles. 

O segundo vídeo, do diretor Amir Admoni, faz uma interpretação poética da ideia de apropriação dos rios e de suas margens concebida pelo projeto Metrópole Fluvial – proposta em 2010 para a cidade de São Paulo pelo grupo de pesquisa de mesmo nome da Universidade de São Paulo –, que questiona o modelo de transporte rodoviário adotado para a metrópole e aponta novas alternativas para a vida cotidiana.

Confira o release completo aqui