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  • Pelos salões das Bienais, a arquitetura ausente dos manuais
    20 Setembro 2011
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    Livro reúne pesquisas do arquiteto Helio Herbst em torno das primeiras edições do evento
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    Por dois anos, Helio Herbst pesquisou sobre as primeiras Bienais para o seu doutorado, que teve como resultado o livro Pelos salões das Bienais, a arquitetura ausente dos manuais, recentemente lançado pela editora Annablume com apoio da Fapesp.

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    Arquiteto de formação, ele conta que sua história com a Bienal começou bem antes dessa pesquisa. Em 1989, ele foi monitor da 20ª Bienal, ainda como estudante de arquitetura na FAU-USP. Em 1995, durante uma pesquisa de especialização sobre o projeto da 1ª Bienal, Herbst descobriu que as primeiras Bienais também incluíram as Exposições Internacionais de Arquitetura, que existiram até 1971. Então teve a ideia de desenvolver uma dissertação de mestrado sobre os projetos arquitetônicos premiados nas cinco primeiras Bienais de arte, realizadas entre 1951 e 1959.

    Com o doutorado, seu levantamento foi a análise dos 255 trabalhos expostos, premiados e recusados nas mesmas edições da mostra. Nas palavras da orientadora Maria Cecilia França Lourenço, o "precioso conjunto reunido no livro poderá ampliar a visão do moderno brasileiro". Detalhe de uma das fichas das 255 obras que Herbst compilou em cd que acompanha seu livro:

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    Durante sua pesquisa, localizou as plantas originais do Pavilhão do Trianon, construído para abrigar a 1ª Bienal (1951) . Ao pedir autorização aos herdeiros do autor do projeto, Luís Saia, para publicá-las livro, sua filha Helena lembrou que o pai, antes de falecer, acreditava ter perdido esse material. 

    Dentre os inúmeros documentos encontrados, ficou particularmente surpreso ao localizar também as fichas de inscrição dos projetos expostos nas cinco primeiras Bienais. Muitas delas, segundo o autor, contêm descrições das obras elaboradas pelos próprios arquitetos. De acordo com o pesquisador, a localização desses registros permitiu difundir um testemunho poucas vezes incluídos nos livros: a opinião dos próprios autores dos projetos.

    Herbst defendeu sua tese em 2007 e desde 2009 leciona no curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

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    Croqui e planta do pavilhão da 1ª Bienal, pelo arquiteto Luís Saia
    Fernanda Curi Fernanda Araujo Curi é Arquiteta e Urbanista, Mestre em Museologia. Atualmente desenvolve a pesquisa "Parque Ibirapuera - 60 anos (1954-2014) Símbolo urbano, metáfora da urbanidade" no programa de Pós Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU USP e trabalha como Pesquisadora no Arquivo Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo.