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    17 Julho 2013
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    Exposição retrospectiva de Maria Martins exibe arquivos históricos da artista que integram o acervo da Bienal

    Uma seleção de arquivos históricos sobre a artista Maria Martins está em exibição na mostra Maria Martins: metamorfoses, uma curadoria de Verônica Stigger em cartaz no MAM-SP. Ao optar pela utilização de toda a grande sala do MAM, a curadora destinou, a cada extremidade do espaço expositivo, uma imagem referente à primeira exposição brasileira da artista. A exposição inaugural de Martins também teve sede no MAM, em 1950, ainda na antiga sede na rua 7 de Abril, centro de São Paulo.

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    Para a apresentação dos documentos, assim como as imagens que compõem o cenário da exposição, foram feitas impressões de reproduções digitais a partir do acervo da Bienal, afim de preservar os originais. Expostas em vitrines, as impressões permitem a leitura dos documentos sem alterar sua fruição.

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    Maria Martins é uma artista fundamental na história da Bienal. Amiga do casal Matarazzo, foi, juntamente com Yolanda Penteado, uma figura decisiva para que a Bienal ganhasse força e adesão internacional nas suas primeiras edições. Casada com o diplomata brasileiro Carlos Martins, viveu a primeira metade do século passado no exterior, entre diversos países: França, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos...

    Foi ela, por exemplo, quem mandou as boas novas para Ciccillo sobre a participação de Picasso na 2ª Bienal. Com Marcel Duchamp, manteve um relacionamento amoroso. Esse e outros fatos decisivos em sua trajetória podem ser conferidos na cronologia da artista na exposição.

    São várias suas participações nas Bienais, a começar pelas três primeiras. Foi premiada na 3ª Bienal com a obra A soma de nossos dias, conforme lê-se anteriormente no post sobre as obras premiadas da Bienal em exposição no MAC USP. Atualmente, a artista está presente na mostra 30 x Bienal: Transformações na arte brasileira da 1ª a 30ª edição, retrospectiva histórica que ocupa o Pavilhão Bienal em 2013.

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    Maria Martins polindo a sua obra na 1ª Bienal (1951) ©Peter Scheier
    Fernanda Curi Fernanda Araujo Curi é Arquiteta e Urbanista, Mestre em Museologia. Atualmente desenvolve a pesquisa "Parque Ibirapuera - 60 anos (1954-2014) Símbolo urbano, metáfora da urbanidade" no programa de Pós Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU USP e trabalha como Pesquisadora no Arquivo Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo.