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  • Dossiê Ziraldo
    24 Outubro 2012
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    Recortes de jornais mostram um dos desafios do cartunista: desenhar o cartaz da 26ª Bienal (2004)

    Ziraldo comemora 80 anos no dia 24 de outubro de 2012. Em seu dossiê no Arquivo Bienal, consta um recorte do jornal O Estado de São Paulo, de 18 de outubro de 2002, no qual o cartunista relata o que era o seu mais novo desafio na época: desenhar o cartaz da 26ª Bienal (2004).

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    Cartaz da 26ª Bienal assinado por Ziraldo

    "Estou criando uma série de produtos para serem comercializados na lojinha da Bienal. Comentei com o Manoel Pires da Costa (presidente da Bienal) que já participei de vários concursos de criação dos cartazes das bienais anteriores e minha frustração foi nunca ter ganho nenhum. Ele me respondeu na lata: 'Então, faça o da próxima.' Foi como jogar sapo na lagoa. Troquei ideias com o curador Alfons Hug e decidimos fazer algo sobre a diversidade brasileira. O Brasil é o país em que o DNA das pessoas é o mais misturado do mundo. Nenhum outro país bagunçou tanto o coreto nesse departamento: temos 143 tons diferentes de pele no Brasil. Então, meu cartaz tem 143 quadradinhos com várias cores, numa alegoria a essa descoberta. Foi engraçado. Me diverti fazendo o cartaz".

    Foi também com a ideia de mestiçagem que Ziraldo participou como artista da I Bienal Latino-americana, em 1978. Esta Bienal vem sendo objeto de pesquisa de vários pesquisadores que vêm até o Arquivo: é possível encontrar no acervo uma dezena de caixas de documentação e outra de clippings desta Bienal única – e um tanto polêmica – realizada sob o tema "Mitos e Magia".

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    Um dos desenhos de Ziraldo exposto na I Bienal Latino-americana (1978) Mitos e Magia de Origem Mestiça – Populismo/Cartum
    Fernanda Curi Fernanda Araujo Curi é Arquiteta e Urbanista, Mestre em Museologia. Atualmente desenvolve a pesquisa "Parque Ibirapuera - 60 anos (1954-2014) Símbolo urbano, metáfora da urbanidade" no programa de Pós Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU USP e trabalha como Pesquisadora no Arquivo Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo.