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22 Outubro 2014
Conheça os ateliês da 31ª bienal
Organizados pelo Educativo Bienal, os ateliês são territórios da invenção coletiva para todos os públicos

Os ateliês são espaços organizados pelo Educativo Bienal que constituem um território da invenção coletiva para todos os públicos. A programação contempla a alternância de vozes para a construção e discussão de conhecimentos, e conta com a participação de professores, educadores, artistas e pesquisadores.
 
“Os ateliês fazem uma conexão com as obras por outra via, a do fazer. Eles ativam outros caminhos. É um momento diferente do pensar as obras, não é só pelo ver e discutir, e sim ativar outros canais de percepção”, diz a atelierista da 31ª bienal Cris Muniz.  
 
O supervisor dos ateliês Marcos Vinicius completou: “Exposição é um lugar onde a gente vê um monte de coisas e é muito bom ter um espaço também para produzir e ver o outro lado, o do artista. É o espaço do fazer de um lado e do outro o espaço de refletir sobre o fazer.”
 
Para a 31ª bienal foram pensados ateliês que dialogassem com os assuntos e as quatro lentes da exposição que são: transformação, coletividade, conflito e imaginação.
 
“O ateliê, por ser um disparador, pode ser um aquecimento super rico ou uma forma de encerramento da exposição”, destacou Muniz.  
 
Os ateliês na 31ª bienal funcionam durante a semana para grupos agendados e aos finais de semana acontecem os ateliês infinitos, programação ininterrupta das 11h às 17h aberta ao público. Conheça abaixo as propostas presentes nos ateliês e participe!

Como falar em línguas que não entendemos
Após a escuta de uma emissão radiofônica em rádio estrangeira, os participantes são convidados a refletir como soam as línguas que não entendemos. Quais são as características subjetivas e objetivas dessa língua? Quais imagens essa escuta nos traz? Quais sensações nos provocam? Em seguida, eles são divididos em pequenos grupos para gravar uma emissão imaginária e uma grafia nessa mesma língua, segundo temas e roteiros relacionados às obras da 31ª.
 
Como transformar coisas que já existem
A proposta desse ateliê é trabalhar a possibilidade de transformação de aspectos e organizações com as quais lidamos cotidianamente. Com as perguntas: Quais são os lugares com os quais lidamos diariamente (escola, cidade, trabalho, etc) que você imagina que podem ser transformados? Quais são as coisas que ainda não existem que podem existir? Após essa conversa e reflexão sobre esse assunto, o grupo monta um painel coletivo de “desenhos invisíveis” feitos no vidro com durex transparente.
 
Janela de ônibus
Com o poema Janela de ônibus, do poeta recifense Miró da Muribeca, o ateliê se inicia. Após escutarem o áudio do poema, os participantes pensam como foi o percurso deles até a bienal. A proposta é trabalhar com a ideia de transformação e jornada de cada um. O que te chamou a atenção? Como era a paisagem urbana? São algumas das perguntas disparadoras para a reflexão. Em grupos, eles desenham em uma bobina de papel o que mais marcou nessa trajetória. A ideia é que a bobina seja como uma janela de ônibus, que mostra cenas e paisagens dos caminhos de cada um. Para finalizar, a bobina de cada grupo é filmada e projetada junto com poema Janela de ônibus.

Não basta abrir a janela
Esse ateliê pretende investigar o olhar, como a gente olha e enxerga o outro. Os participantes vão para as paredes de vidro do ateliê em duplas, ou em grupos. A ideia é que cada um fique de um lado do vidro. Com a pergunta: O que você vê de verdade? Eles desenham em cima do papel celofane colorido como enxergam o outro. Como o vidro e o papel utilizado são transparentes os traços se intercalam. Para fechar, os participantes conversam sobre o que desenharam, e conectam as produções com obras da exposição que falam de identidade e alteridade.

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