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08 Dezembro 2015
Arquitetura da 32ª Bienal dialoga com o Parque Ibirapuera
Cartaz da 32ª Bienal de São Paulo
Cartaz da 32ª Bienal de São Paulo ©Design Bienal: Aninha de Carvalho, Adriano Campos e Roman Atamanczuk
Projeto arquitetônico da exposição propõe integração com o parque. Identidade visual tem desenhos de seres vivos e sinais de trilha como referência

A 32ª Bienal de São Paulo quer se tornar mais permeável e ainda mais acessível, participando ativamente na construção contínua e coletiva do Parque Ibirapuera como espaço público, ampliando seu senso de comunidade. Vários projetos artísticos serão comissionados para o parque e a exposição se percebe como uma extensão do jardim dentro do pavilhão. Tematizando questões ligadas ao meio ambiente e a ecologias, entendemos que a Bienal, como uma das instituições culturais sediadas no parque, deve participar das discussões, atividades e pesquisas já em desenvolvimento no local por outros órgãos e instituições, como parte de nosso processo. O público do parque é um dos públicos alvo da 32a Bienal de São Paulo.

A equipe da Fundação Bienal de São Paulo tem feito um trabalho de integração com outros equipamentos, discutindo os diferentes usos do parque. Foram feitas visitas ao Viveiro Manequinho Lopes, à Universidade Ambiental UMAPAZ, ao Planetário, ao DEMAX (entidade responsável pelo recolhimento de lixo), ao Museu de Arte Moderna e ao Museu de Arte Contemporânea a fim de compreender os métodos de funcionamento de cada instituição. Essa estratégia possibilita que a exposição considere seu pró- prio entorno como contexto primeiro de sua realização.

Para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico da mostra, foi convidado o escritório Álvaro Razuk Arquitetos, que parte assim da reflexão sobre a lógica espacial do parque. O jardim se torna modelo não apenas metaforicamente, mas também metodologicamente, promovendo diversidade de espaço, favorecendo experiências e ativação pelo público.

Identidade visual

O desenvolvimento da identidade visual da 32ª Bienal definiu-se pela colaboração entre a curadoria e a equipe de design da Fundação Bienal. O processo iniciou-se com duas ideias bem distintas: uma referência aos sinais simplificados de orientação comuns em trilhas (hiking) e o apelo visual de desenhos especializados de seres vivos.

Após uma série de estudos, duas ideias foram combinadas e consolidadas em um conjunto de princípios orientadores: animais e plantas facilmente reconhecíveis e de alguma maneira presentes no universo cultural e/ou natural brasileiro ganharam tra- ços simplificados, distantes do detalhamento científico. A água-viva, o caranguejo e a raiz da mandioca ecoam o patrimônio cultural e ambiental do Brasil. Os sinais partem de formas elementares da geometria e contrastam fortemente com os desenhos feitos à mão. As cores amarelo, vermelho e azul, retiradas de normas de sinalização, são sempre aplicadas aos sinais, mas referem-se às imagens e evocam ideias como perigo, alerta, atenção e vida. Na sobreposição de elementos, sintetiza-se a ideia de incerteza como um ente vivo com o qual temos não apenas que conviver, mas também nos relacionar.

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