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06 Junho 2016
Bienal realiza Dias de Estudo em São Paulo
Geocoreografías Oritoguaz, 2015, Carolina Caycedo | Geo-coreografia comunitária em local previsto para a hidrelétrica Oporapa, no rio Yuma, em Huila, Colômbia
Geocoreografías Oritoguaz, 2015, Carolina Caycedo | Geo-coreografia comunitária em local previsto para a hidrelétrica Oporapa, no rio Yuma, em Huila, Colômbia Imagem cortesia: Descolonizando La Jagua & Rios Vivos Colombia
Seminário aberto ao público discute formas de ativismo na natureza, na arquitetura e na arte

Como parte das pesquisas que antecedem a 32ª Bienal de São Paulo, uma série de cinco Dias de Estudo ajudam a guiar os processos artísticos e curatoriais que conduzem à exposição. Entre março e maio de 2016, seminários e oficinas reuniram artistas, curadores, líderes comunitários, antropólogos, ativistas, cientistas e pesquisadores nas cidades de Santiago (Chile), Acra (Gana), Lamas (Peru) e Cuiabá (Brasil), expandindo o projeto da Bienal para além de seu marco temporal e territorial.

Nos dias 10 e 11 de junho de 2016, o auditório da Fundação Bienal, em São Paulo, abriga o quinto e último dos Dias de Estudo. Conectando os debates anteriores, o encontro busca fomentar o pensamento crítico no contexto da cidade e de seu público. “Além de repercutir reflexivamente as experiências dos Dias de Estudo, pretendemos aqui pensar em propostas que desdobrem a Bienal e os conceitos que a balizam e criar um ambiente acolhedor para diálogos e questionamentos”, explica o curador Jochen Volz.

Na programação, três mesas reúnem lideranças indígenas, antropólogos, artistas, arquitetos, cientistas políticos, ativistas, curadores e historiadores para um debate sobre ecologias do conhecimento, formas de construção e práticas expandidas de arte e ativismo. Paralelamente Bárbara Wagner e Vivian Caccuri, artistas participantes da 32ª Bienal, apresentam uma introdução à pesquisa de seus projetos para a exposição sob a forma de intervenção.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Entrada gratuita 
Vagas limitadas pela capacidade do auditório

  

Programação

Sexta-feira, 10 de junho 

19:30h | Cosmovisões: natureza e política
Mesa redonda com participação de Ailton Krenak, Ana Laíde Barbosa, Carolina Caycedo e Luisa Elvira Belaunde
Mediação: Pedro Cesarino

Sábado, 11 de junho 

10h | Intervenção: Vivian Caccuri
+ Construção, espaço, saber

Mesa redonda com participação de Alvaro Puntoni, Áurea Carolina,  Joe Addo, Laís Myrrha,e Paulo Mendes da Rocha
Mediação: Ligia Nobre

15h | Intervenção: Bárbara Wagner
+ Prática expandida: arte e ativismo
Mesa redonda com participação de Amilcar Packer, Ben Vickers, Guilherme Boulos e Naine Terena
Mediação: André Mesquita

  

Participantes

Ailton Krenak (Vive na Serra do Cipó)
É um líder indígena brasileiro, ambientalista e escritor. Pertence à etnia indígena Krenaque. Nasceu em 1953 no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Em 1985 fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, que visa a promover a cultura indígena na região da Serra do Cipó. Ailton participou da Assembleia Nacional Constituinte, participou da fundação da União as Nações Indígenas, da Aliança dos Povos da Floresta e hoje se dedica ao Núcleo de Cultura Indígena.

Alvaro Puntoni (Vive em São Paulo)
Arquiteto graduado, mestre e doutor pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Atualmente é professor de projeto na FAU-USP e na Escola da Cidade ,da qual é sócio fundador e Coordenador do Conselho Pedagógico. Participou como expositor em “Encore Modern? Architectures brésiliennes 1928-2005” (Paris) e “Coletivo – Arquitetura Paulista Contemporânea” (São Paulo, Rio de Janeiro, Zürich e Lisboa). Mantém, atualmente, o escritório Grupo SP, uma organização flexível que admite colaborações e parcerias conforme o trabalho a ser desenvolvido.

Amilcar Packer (Vive em São Paulo)
É licenciado em Filosofia pela USP e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Packer desenvolve práticas que operam reconfigurando o campo semântico de objetos, arquitetura e o corpo humano, assim como tradições de pensamento e imaginação. Participa da 32ª Bienal de São Paulo como organizador da Oficina de Imaginação Pública.

Ana Laíde Barbosa (Vive em Belém)
Criada em uma comunidade de pescadores e agricultores de Santo Antônio do Tuaá/PA é reconhecida como Educadora Popular pelo trabalho com pescadores e pescadoras, agricultores e indígenas nas regiões Norte Nordeste e Oeste do Pará. Trabalhou no Conselho Pastoral dos Pescadores de 1990 a 2007, possui profissional Magistério,  formação em Educação Religiosa pela Arquidiocese de Belém e graduanda no Curso Etnodesenvolvimento 2016/UFPA. Participou dos movimentos: CEBs (Comunidade Eclesial de Base) e Teologia da Libertação, MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) e atualmente trabalha com o movimento Xingu Vivo Para Sempree no movimento Iperegayu dos Munduruku.

André Mesquita (Vive em São Paulo)
Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, é autor de "Insurgências Poéticas: Arte Ativista e Ação Coletiva" (2011), "Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência" (2015) e co-autor de "Desinventario. Esquirlas de Tucumán Arde en el Archivo de Graciela Carnevale" (2015). Ativismo político, práticas artísticas coletivas, movimentos sociais, intervenção urbana, cartografia crítica, práticas criativas com foco no período das ditaduras militares na América Latina estão entre seus temas de pesquisa.

Áurea Carolina (Vive em Belo Horizonte)
Cientista política e participante da movimentação "Muitas pela Cidade que Queremos", que tem construído propostas de radicalização da democracia e candidaturas cidadãs para disputar as eleições em Belo Horizonte. Áurea Carolina é feminista, educadora popular e tem ampla trajetória de luta pelos direitos juvenis, especialmente no enfrentamento ao genocídio da juventude negra. Foi subsecretária de Políticas para as Mulheres de Minas Gerais. É graduada em Ciências Sociais e mestra em Ciência Política pela UFMG. Tem especialização em Gênero e Igualdade pela Universidade Autônoma de Barcelona. Atuou como articuladora institucional da Associação Imagem Comunitária e fez parte do Fórum Cone Sul de Mulheres Jovens Políticas. Foi rapper, ativista do Coletivo Hip Hop Chama e secretária executiva do Conselho Municipal de Juventude de Belo Horizonte.

Barbara Wagner (Vive em Recife)
Como jornalista e fotógrafa, desenvolve uma prática de arte-pesquisa documental voltada para a representação do 'corpo popular' e suas estratégias de subversão e visibilidade entre os campos da cultura pop e da tradição. É mestre em Artes Visuais pelo Dutch Art Institute (2011). Sua obra foi publicada em O que é bonito é pra se ver (Het Domein), participou do 33º Panorama de Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo, da 5ª. edição do Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça e ganhou a 3ª bolsa ZUM/IMS de fotografia.

Ben Vickers (Vive em Londres)
Curador, escritor, explorador, técnologista e luddite. Atualmente é curador digital da Serpentine Galleries, co-diretor do ‘LIMAZULU Project Space’, é parceiro da ‘Near Now’ e facilitador do open-source development para o ‘unMonastery’, um novo espaço social de engajamento civil, baseado em princípios monásticos.

Carolina Caycedo (Vive entre La Jagua, Colombia e Los Angeles, Califórnia)
Carolina Caycedo é artista visual e participa da 32ª Bienal de São Paulo com um projeto de pesquisa que explora conceitos como Fluxo e Contenção de rios, focando particularmente nas relações entre os povos ribeirinhos e a ameaça da construção de grandes hidroelétricas e seus mecanismos de controle social. Sua obra acontece no âmbito social, onde participa de movimentos de economia solidária e resistência territorial. Participou dos Dias de Estudo da 32ª Bienal em Cuiabá.

Guilherme Boulos (Vive em São Paulo)
É ativista político e social, professor e psicanalista, formado em filosofia pela USP. Membro da coordenação nacional do MTST desde 2002 e da Frente de Resistência Urbana. Iniciou sua militância política aos 16 anos no movimento estudantil.

Joe Addo (Vive em Acra, Gana)
Atualmente coordena a Constructs LLC; uma firma que combina arquitetura, planejamento urbano, paisagismo e tecnologias construtivas para criar soluções de design ‘inno-nativos’ utilizando materiais orgânicos tradicionais na arquitetura Africana contemporânea.

Lais Myrrha (Vive em São Paulo)
Artista visual, convidada para a 32ª Bienal de São Paulo explora em seu projeto métodos de construção civil e indígena. Mestre e doutoranda pela Escola de Belas-Artes da UFMG, Myrrha integrou a 8a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, e realizou as exposições individuais ‘Zona de Instabilidade’ na CAIXA Cultural São Paulo e Brasília, o ‘Projeto Gameleira 1971’ no Pivô, ‘Ensaio de Orquestra’ no Coletor, em São Paulo e 'Blind Field' no Karnnet Museum, Illinois.

Ligia Nobre (Vive em São Paulo)
Arquiteta graduada pela FAU-Mackenzie, é mestre em Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo pela Architectural Association School of Architecture (Londres). Doutoranda do Programa Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo. Co-dirigiu a plataforma sem fins lucrativos exo experimental org. e foi curadora adjunta da X Bienal de Arquitetura de São Paulo. Atualmente é professora na Escola da Cidade e integra o Grupo Inteiro.

Luisa Elvira Belaunde (Vive no Rio de Janeiro)
É cientista social, atualmente professora adjunta no PPGAS, Museu Nacional, UFRJ. Participou dos Dias de Estudo da 32ª Bienal de São Paulo em Lamas, na Amazônia peruana. Possui graduação em filosofia na Université Catholique de Louvain (Bélgica), mestrado em sociologia opção antropologia na Université Catholique de Louvain e doutorado em antropologia (PhD) na London School of Economics.

Naine Terena (Vive em Cuiabá)
Pós-doutora em educação pelo Lêtece - UFMT e doutora em educação pela PUC-SP, possui mestrado em Artes pela UnB, é graduada em Radialismo pela Universidade Federal de Mato Grosso. É docente nas áreas de Comunicação Social e Educação indígena. Teve bolsa pós-doutoral em educação (julho 2015), no Lêtece - UFMT e atualmente é docente no Labtec/UFMT e da Oráculo Comunicação, educação e cultura. Participou dos Dias de Estudo da 32ª Bienal em Cuiabá.

Paulo Mendes da Rocha (Vive em São Paulo)
Detentor do Prêmio Pritzker (2006) e do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2016), é um dos nomes-chave da Escola Paulista da arquitetura. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo (1954), lecionou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Paulo (FAU-USP) até 1999. É autor do projeto do Museu Brasileiro da Escultura-MUBE, da reforma da Pinacoteca do Estado, entre outros. Atualmente, está envolvido em um projeto de ativação e transformação de uma das principais entradas do parque Ibirapuera.

Pedro Cesarino (Vive em São Paulo)
Graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional/ UFRJ. Desenvolve pesquisas em etnologia indígena, com ênfase em estudos sobre xamanismo, cosmologia, tradições orais, tradução e antropologia da arte. Atualmente, é professor do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, na área de pesquisa Antropologia das Formas Expressivas. Participou dos Dias de Estudo da 32ª Bienal em Cuiabá.

Vivian Caccuri (Vive no Rio de Janeiro)
Artista multimídia, tem formação em Artes Visuais e Estudos do Som. Caccuri participa da 32ª Bienal de São Paulo com um projeto desenvolvido durante os Dias de Estudo em Acra, Gana. Estudou Música & Tecnologia na Universidade de Princeton onde escreveu o livro “O que Faço é Música”. Seus trabalhos sonoros já foram transmitidos por rádios como Resonance FM (Londres), Kunstradio (Viena) e Rádio Mirabilis (Rio de Janeiro).

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