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Playlist Pavilhão aberto 2022
10 Mai 2022
Programa Pavilhão Aberto de 2019 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo,
Caminhe pelo Pavilhão ouvindo músicas que dialogam com a história da Bienal 📻

Já pensou em aproveitar o primeiro encontro do Pavilhão aberto 2022, no próximo dia 15 de maio, ouvindo uma playlist elaborada pela equipe da Fundação Bienal? Seu passeio pelo nosso prédio vazio pode ficar muito mais animado com Zeca Baleiro fazendo um “quadro com moléculas de hidrogênio”, ao som de “Tempinho Bom” de Adelaide Chiozzo, ou acompanhado pela voz poderosa de Virgínia Rodrigues venerando a “Vedete da Favela”. 

Para o Encontro 1 do Pavilhão aberto 2022 nossa equipe preparou uma seleção de músicas que têm relação com a história das bienais. Ouça abaixo no Spotify! Nesta mesma página, após o player, você encontra curiosidades sobre as faixas e os motivos pelos quais elas foram escolhidas para acompanhar a sua visita. 🎵

Saiba mais aqui sobre a programação do Encontro 1 do Pavilhão aberto 2022, que acontece neste domingo.

Sh-Boom – The Crew Cuts e Tempinho bom Adelaide Chiozzo
Em 1954 comemorou-se os 400 anos da Cidade de São Paulo. O Parque Ibirapuera foi construído para os festejos, cuja programação incluiu a 2ª Bienal (1953-54), célebre por ter apresentado a pintura Guernica, de Picasso. Esse grande complexo arquitetônico e paisagístico redefiniu o desenho urbano da cidade, e sua inauguração pretendia impulsionar uma nova fase na história de São Paulo. No dia 21 de agosto daquele ano, os festejos atraíram pessoas de várias cidades e origens com exposições, feiras, espetáculos, restaurantes, arte, música e culinária típica de vários países. Estas duas músicas estavam no topo das paradas e vão transportar você para essa época!

Vedete da Favela – Virgínia Rodrigues
Esta música foi composta pela escritora Carolina Maria de Jesus, cujos cadernos manuscritos foram expostos como um dos enunciados da 34ª Bienal (2020–21). Gravada pela própria escritora em 1961, a música retrata a vida na favela, tema de seu livro Quarto de despejo (1960). Virgínia Rodrigues a regravou para seu álbum Cada voz é uma mulher (2019), e conta que “é [sua] homenagem a uma grande escritora e compositora brasileira, que vem de onde eu vim, que tem a mesma raça que eu, a mesma classe social que a minha”.

As Árvores – Arnaldo Antunes
Arnaldo Antunes, além de compositor e cantor, é artista visual e participou da 24ª Bienal (1998) com o trabalho Colagem, uma sobreposição de cartazes impressos em tipografia. A música “As árvores” faz parte do álbum Um som, lançado no mesmo ano dessa edição da Bienal.

Tambores – O Grivo
Quem chegava ao térreo do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, na 28ª Bienal (2008), encontrava um conjunto de engenhocas feitas de madeira, latas e fios. Eram instrumentos sonoros que a dupla Marcos Moreira e Nelson Soares construiu em sua pesquisa sonora para a obra Duas máquinas. “Tambores” (2006) é outro trabalho do grupo musical experimental brasileiro, composto para o álbum O Grivo.

Bolero – Maurice Ravel
Durante a 29ª Bienal (2010), os dias eram marcados por essa música de Ravel que, em crescendo, ressoava pelo Pavilhão da Bienal – sempre nos mesmos horários, três vezes ao dia, três dias por semana. No início escondidos, os músicos saiam de frestas das paredes e depois circulavam pelo prédio. Integrantes da Escola de Música do Estado de São Paulo, os músicos executavam “Bolero” como parte da obra A Movement without Development, da dupla Allora & Calzadilla, artistas convidados daquela edição.

Bienal – Zeca Baleiro
O compositor Zeca Baleiro lançou essa música no álbum Vô imbolá, de 1999. O primeiro verso dela – “desmaterializando a obra de arte do fim do milênio” – remete ao título da 23ª Bienal (1996). Essa edição teve uma sala especial dedicada ao pintor estadunidense Jean-Michel Basquiat, também citado por Baleiro na letra da música (“Com a graça de Deus e Basquiat / Nova York, me espere que eu vou já”).

Mamãe Oxum – Heitor dos Prazeres
Heitor dos Prazeres seria hoje considerado um multi-artista. Era pintor, dramaturgo, músico e compositor. Sua pintura Moenda, premiada na primeira Bienal, em 1951, faz parte da coleção do Museu de Arte Contemporânea da USP. Também foi homenageado na 15ª Bienal (1979) com uma sala especial. Dentre suas diversas criações estão figurinos de peças teatrais, como o vestido que desenhou para O guarda-chuva, encenado pelo Ballet do IV Centenário em 1954, mesmo ano da inauguração do Parque Ibirapuera. “Mamãe Oxum” é parte do álbum Macumbas & Candomblés, gravado em 1958, cuja capa era uma pintura de Prazeres.

Panic in Babylon – Lee "Scratch" Perry
Lee “Scratch” Perry era um ícone da música internacional famoso por desenvolver o dub (o remix de músicas existentes) em meados dos anos 1970, em seu renomado Black Ark Studio, na Jamaica. Ele também era artista visual e suas obras cobriam as paredes de seu estúdio. Algumas delas foram expostas na 34ª Bienal (2020–21). “Panic in Babylon” foi lançada no álbum homônimo em 2004, quando Perry tinha 68 anos.

Music for Marcel Duchamp John Cage
O artista e músico estadunidense John Cage teve destaque na 18ª Bienal (1985), quando composições suas foram executadas no Pavilhão da Bienal. Dentre elas, “Music for Marcel Duchamp”, composta em 1947 e dedicada a outro artista de grande importância na história da arte ocidental.