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1981, Mafikeng, África do Sul. Vive em Joanesburgo, África do Sul

Donna Kukama usa a performance como meio de resistência às práticas artísticas estabelecidas, buscando, através dela, desconstruir métodos e inventar procedimentos. Além disso, desenvolve escritos, vídeos e instalações sonoras que usam a esfera pública para nela inserir vozes alheias ao campo da arte. Seus questionamentos dirigem-se frequentemente a acontecimentos atuais, na construção de narrativas e na maneira pela qual são encenados socialmente. É neste tipo de contexto que Kukama introduz seu corpo para criar imagens de contraencenações, que rebatem relatos hegemônicos. Na 32a Bienal, a artista apresenta três capítulos que integram um processo extenso de criação de um livro. A ideia de livro, contudo, não se refere ao objeto que conhecemos, mas se desdobra em direção à performance, ao desenho, à escultura, ao vídeo, ao texto e à história oral. Este trabalho toma a forma de uma série de anúncios públicos acompanhados por projeções, produzidos em relação direta com os contextos políticos de cada um dos lugares onde esteve. Os capítulos que Kukama apresenta no Brasil são C: The Genealogy of Pain [C: A genealogia da dor], A: The Anatomy of History [A: A anatomia da história]e B: I, Too [B: Eu, também], que se darão em dias e espaços diferentes.